Are we going to prom or are we going to hell?: filmes sobre garotas assassinas

Comecei, semana passada, uma série de posts com recomendações de narrativas sobre garotas assassinas. O primeiro post foi sobre livros, e explica um pouco do meu fascínio pelo assunto. Continuo, hoje, com uma lista de filmes.

Heathers

Heathers

“Are we going to prom or are we going to hell?”

Heathers pega a narrativa tradicional dos filmes de high school – as meninas populares e más, os jogadores de futebol americano violentos e imbecis, o aluno novo esquisito com ares de bad boy – e vira tudo de ponta-cabeça quando o aluno novo esquisito (Christian Slater, de jaqueta de couro e arma na mão) se junta a uma das meninas populares (Winona Ryder, fazendo o papel da única menina do grupo que não se chama Heather) para assassinar aos poucos o corpo estudantil. A comédia de humor negro te faz rir nos momentos mais inoportunos, é cheia de quotes que ficarão grudadas na sua cabeça para sempre, tem uma estética kitsch anos 80 impagável e ainda é permeada por um discurso sobre bullying e suicídio entre adolescentes. Se você se interessar, essa história oral do filme é sensacional.

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Jawbreaker

“I killed the teen dream. Deal with it.”

Quase uma versão anos 90 de Heathers, Jawbreaker também transforma uma das meninas malvadas da escola em uma assassina de coração gelado. Dessa vez, ela é Courtney Shayne, interpretada por Rose McGowan, e líder das Flawless Four, que acidentalmente mata Liz, uma das meninas do grupo, e organiza o plano para acobertar o acidente. A história se complica quando a loser da escola, Fern Mayo, descobre o acontecido, e é incluída no grupo das populares – depois de uma clássica makeover – para ficar quieta.

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The Craft

“Now is the time. This is the hour. Ours is the magic. Ours is the power.”

Continuamos nas panelinhas escolares, mas dessa vez com bruxas de verdade. Sarah é a novata com um passado difícil no colégio em São Francisco, onde conhece Bonnie, Rochelle e Nancy, amigas com passados e presentes igualmente difíceis, por razões diferentes. Mas não é só isso que as quatro têm em comum – elas são, também, todas bruxas, e Sarah junta-se ao coven. Mas, como todo bom filme, o que deveria dar certo acabando saindo do controle: o poder e a ambição das quatro não param de crescer, com consequências nefastas.

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Stoker

“My ears hear what others cannot hear; small faraway things people cannot normally see are visible to me. These senses are the fruits of a lifetime of longing, longing to be rescued, to be completed. Just as the skirt needs the wind to billow, I’m not formed by things that are of myself alone. I wear my father’s belt tied around my mother’s blouse, and shoes which are from my uncle. This is me. Just as a flower does not choose its color, we are not responsible for what we have come to be. Only once you realize this do you become free, and to become adult is to become free.”

Vamos nos afastar rapidamente do mundo escolar para falar do thriller psicológico Stoker, escrito por Wentworth Miller (sim, o ator de Prison break) e dirigido por Park Chan-wook. É difícil explicar o filme sem soltar spoilers – e a própria presença dele nessa lista é um spoiler –, mas o enredo básico é o seguinte: India Stoker (Mia Wakikovska), aos 18 anos, se vê presa numa vida com sua mãe instável (Nicole Kidman) e seu tio Charlie, do qual nunca nem tinha ouvido falar, após a morte de seu pai. A partir daí, o clima do filme só fica cada vez mais tenso, e o resto eu não conto para não estragar.

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Carrie

“It has nothing to do with Satan, Mama. It’s me.”

E voltamos ao mundo familiar do ensino médio com esse clássico do terror, inspirado no livro homônimo de Stephen King. Rolou um remake em 2013, mas não vi ainda, então considerem minha recomendação para a versão original, de 1976, dirigida por Brian de Palma. Apesar de ser um filme supostamente sobre uma garota vingativa com poderes psíquicos – a Carrie do título –, muito do filme é na verdade sobre fundamentalismo religioso e a vergonha do corpo feminino (a história começa quando Carrie tem sua primeira menstruação, aos 17 anos, e não sabe o que é então acredita que está sangrando até a morte; além disso, sangue é um elemento recorrente ao longo do filme).

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Jennifer’s body

“Hell is a teenage girl.”

Dessa vez tem, sim, tudo a ver com Satã. A cheerleader popular e poderosa Jennifer (Megan Fox, no melhor papel que já fez na vida) é possuída por um demônio em um ritual conduzido por uma banda de indie rock (cujo líder é Adam Brody, o Seth Cohen de The OC), ganha um apetite por carne humana e começa a matar e devorar os garotos da escola. Sua melhor amiga, Needy (Amanda Seyfried), tenta descobrir o que está acontecendo e controlar o desastre. O enredo soa ridículo, e é, mas prometo que é também maravilhoso.

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Cruel intentions

“It’s okay for guys like you and Court to fuck everyone. But when I do it, I get dumped for innocent little twits like Cecile. God forbid, I exude confidence and enjoy sex. Do you think I relish the fact that I have to act like Mary Sunshine 24/7 so I can be considered a lady? I’m the Marcia fucking Brady of the Upper East Side, and sometimes I want to kill myself.”

Okay, confesso, estou trapaceando. Cruel intentions não chega a ter assassinato – morte, sim, mas por acidente –, mas mantenho minha opinião de que é só por falta de oportunidade e/ou necessidade. Afinal, Kathryn Merteuil é definitivamente uma assassina potencial. Como se fosse uma versão mais dark e cruel do mundo de Gossip Girl, Cruel intentions se passa entre os jovens de famílias ricas e poderosas do Upper East Side de Manhattan – jovens que abusam de seu poder e liberdade para destruir vidas alheias. Os irmãos postiços Kathryn Merteuil (Sarah Michelle Gellar, no auge de sua fama como Buffy) e Sebastian Valmont (Ryan Phillippe) se divertem criando jogos e apostas com a intenção de arruinar vidas e reputações. Mas encontram obstáculos quando decidem se juntar para destruir Cecile Caldwell e Annette Hargrove, duas jovens ingênuas que entram em seu círculo social.

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Léon

“Is life always this hard, or is it just when you’re a kid?”

Para compensar a falta de assassinato em Cruel intentions, acabo a lista com Léon, filme de Luc Besson, em que não só temos uma adolescente assassina, mas uma adolescente assassina profissional. No caso, Mathilda, de 12 anos, interpretada por uma Natalie Portman ainda criança, que é adotada e treinada por Léon, um assassino profissional, após se tornar órfã. Os dois se tornam amigos, e a pequena Mathilda passa a aprender a profissão.

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