Resultados #youcandoit: terceira semana

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Foto por Paulo Maya (aka o namorado).

 

Para quem não lembra, o terceiro desafio #youcandoit foi simples e delicioso: comer o melhor chocolate que puder arranjar.

Por sorte, passei por uma semana cheia de chocolates deliciosos: almocei perto do Envídia com o namorado e aproveitei para comprar bombons de sobremesa, belisquei fudge que trouxe na bolsa de Nova Orleans para o Rio, me alimentei mais do que é saudável de sucrilhos de chocolate, e minha irmã ainda voltou da França armada de barras de Lindt deliciosas.

Mas o campeão escolhido para o desafio foi o delicioso bolo mole (em formato de coração!) da loja Bel Trufas. Fiquei com desejo de comê-lo conversando sobre bolos no trabalho, e hoje decidi o lugar de almoço baseado em poder passar na Bel Trufas (que, por sinal, é uma lojinha adorável) antes de fechar para comprar um bolo. Chegando em casa, coloquei o bolo no microondas para derreter mais ainda, e comi ele todo com o namorado. Yum!

A fofura que é a Bel Trufas!

A fofura que é a Bel Trufas!

Já soube que a Wal aproveitou o desafio:

E vocês, o que comeram de chocolate desde segunda? Estava maravilhoso? Me recomendam?

Recapitulando: Fev. 2015

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Fevereiro passou mais rápido do que eu esperava. Chegou dia 26, me dei conta de que já era o fim do mês (essa coisa de mês de 28 dias me deixa perdida), corri para resolver as últimas pendências (ou seja, escrevi uns cinco textos pelo menos nos últimos 3 dias). Passou rápido, mas também foi cheio para caramba. Comecei o #youcandoit aqui no blog, e consegui seguir os desafios até agora. Trabalhei à beça, como de costume. Fui a Nova Orleans (tô devendo post, mas prometo que daqui a pouco sai) fazer uma viagem meio estranha para apresentar um artigo numa conferência enorme de Relações Internacionais. A Capitolina saiu na Folha de S. Paulo, e os dias desde então vieram com chuvas de convites, propostas e possibilidades que ainda estou tentando processar (e com um bando de haters também, mas aí eu só sigo o método Taylor Swift). Escrevi para a revista sobre internet também ser irl e sobre fazer amizades, além das minhas já habituais listas de séries, livros, filmes e jogos e de links. Agora escrevo para vocês este pequeno e modesto resumo do que fiz em 28 dias muito cheios (e que, pelo que parece, foram menos cheios do que os próximos 31 serão).

Capitolina na Folha de S. Paulo! Foto por Babi.

Capitolina na Folha de S. Paulo! Foto por Babi.

LIVROS

Como no caso de janeiro, este meu mês foi meio desanimado nas leituras… até que eu fui pra Nova Orleans e comprei uns 20 livros e me empolguei de novo. Mesmo assim, li muito menos do que meu ritmo normal:

It had to be you, Cecily von Ziegesar
Estava estagnada nas minhas leituras, abrindo livros pra começar a largando logo depois, e num começo sincero de burnout de trabalho. Recorri, então, à minha cura mais eficiente: reler livros de Gossip Girl. Sou particularmente fã dessa prequel, escrita depois da série toda ser publicada, porque tem vários nods ao resto da história, e porque my one true love Blair Waldorf está cheia das inseguranças e struggling com a vida, como sempre, e surpreendentemente isso me reconforta.

&Sons, David Gilbert
Esse foi o livro no qual eu tava parada antes de pegar It had to be you pra reler, mas voltei pra ele quando acabei. É sobre dramas familiares e mundo editorial no Upper East Side, ou seja, right up my alley, mas acabei achando bem sem graça. Os dramas dos personagens principais não me tocaram, o narrador tem um certo potencial para Tom Ripley que não é completado, e lá pra página 200 a história toma um tom levemente fantástico/sci-fi que fica perdido.

Theory of international politics and zombies: revived edition, Daniel W. Drezner
Um dos livros que comprei na feira da ISA em Nova Orleans, e que eu estava curiosa pra ler direito fazia um tempo (já tinha dado uma olhada porque o namorado estava usando pra monografia, mas ainda não tinha parado pra ler). Joguei na bolsa de livros que carreguei comigo no voo de volta (sim, precisei de uma bolsa de mão só para livros) e li ele todo no avião. A premissa é simples: o autor pega várias teorias de Relações Internacionais e vê quais seriam as consequências de um apocalipse zumbi de acordo com cada teoria. O livro acaba sendo super divertido, e a melhor introdução básica para teorias de RI que eu já li. Se algum leitor-imaginário-hipotético desse blog estiver interessado em RI, recomendo muito ler esse livro pra ter uma noção simples de quais são as teorias principais do campo.

Nova Orleans.

Nova Orleans.

FILMES

Resolvi compensar os únicos dois filmes de janeiro e vi sete em fevereiro (fiquei especialmente motivada depois de abrir meu antigo Livejournal e ver que eu tinha assistido aproximadamente 50 filmes de janeiro a abril de 2012). Tudo bem que dos sete eu já tinha visto três, mas vale mesmo assim.

The Breakfast Club
Já vi esse filme uma porção de vezes, mas o namorado nunca tinha visto. Era um dia complicado para ele, e decidimos ver algo leve e fofo no Netflix. Resultado: The Breakfast Club e eu cantando muito empolgada quando tocava “Don’t you (forget about me)” e descobrindo que ainda me emociono sinceramente com o discurso final:

Dear Mr. Vernon, we accept the fact that we had to sacrifice a whole Saturday in detention for whatever it was we did wrong. But we think you’re crazy to make an essay telling you who we think we are. You see us as you want to see us – in the simplest terms, in the most convenient definitions. But what we found out is that each one of us is a brain, and an athlete, and a basket case, a princess, and a criminal. Does that answer your question? Sincerely yours, the Breakfast Club.

What If
Bateu uma vontade de comédia romântica, o Netflix não parava de me recomendar esse filme, e minha irmã tinha dito que era fofo. Então lá fui eu dar uma chance. Achei mesmo bem fofo, com Daniel Radcliffe e Zoe Kazan fazendo melhores amigos inevitavelmente apaixonados, mas o ponto alto para mim foi a química impressionante do Adam Driver e da Mackenzie Davis no papel do casal secundário.

Election
Tinha acabado What If mas a insônia prosseguia, aí foi hora de ver Election, que estava na minha lista há (literais) anos. Reese Whiterspoon como aluna obsessiva overachiever sem dimensão da realidade, Matthew Broderick como professor idealista que perde o controle e dramas escolares que no fundo acabam sendo mais darks do que parecem? Sign me up! Recomendo bastante para quem tem os mesmos gostos particulares do que eu para ficção.

The Devil Wears Prada
Mais uma noite de insônia e falta de motivação pro dia seguinte. Resolvi recorrer, então, ao sempre animador e motivacional The Devil Wears Prada. O resultado de ver Andie e Miranda em seus arcos de ascenção e queda, entretanto, foi mais bittersweet do que eu esperava, com muitas preocupações sobre a vida misturadas ao ímpeto de dominar o mundo como editora de uma revista de sucesso (mas, bem, talvez seja só culpa da insônia).

High Fidelity
Mais um que eu já tinha visto antes mas o namorado não tinha visto ainda. Apesar de ter o DVD, acho que fazia muito tempo desde a última vez que tinha assistido, e eu não lembrava de várias coisas. Fiquei com vontade de reler o livro, reencontrar Rob narrado por Nick Hornby. Fiquei com vontade, também, de rever mais filmes do John Cusack nessa época (como Serendipity, uma das minhas romcoms favoritas).

Horns
Comecei a ver em Nova Orleans, pausei, continuei uns dois dias depois, pausei, e terminei só depois de chegar no Rio. Talvez por isso tenha achado a diferença entre a primeira parte do filme e a segunda ainda mais gritante, de uma metade melancólica para uma violenta e cheia de gore. Já faz mais de um ano que li o livro, acho, então talvez eu também não lembrasse tão claramente dessa mudança radical de tom para o final. No fim das contas, a impressão maior que o filme deixou é que o Daniel Radcliffe até faz um sotaque americano simpático.

Only Lovers Left Alive
O que tenho a comentar sobre esse filme é uma sequência enorme de emojis de coração. Tilda Swinton? Check. Tilda Swinton como vampira maravilhosa, ainda por cima? Check. Tom Hiddleston de vampiro músico colecionador de guitarras deprimido? Check. Tangiers & Detroit comparadas e contrastadas? Check. Anton Yelchin roqueiro? Check. John Hurt como Kit Marlowe falando sobre Shakespeare? Check. Basicamente um monte de gente maravilhosa como vampiros roqueiros maravilhosos em cidades maravilhosas? Pois é.

1. Vendo The Breakfast Club; 2. Aniversário do avô; 3. Máscaras faciais e Pretty Little Liars com a irmã; 4. Namorado atacando ferozmente a pizza.

1. Vendo The Breakfast Club; 2. Aniversário do avô; 3. Máscaras faciais e Pretty Little Liars com a irmã; 4. Namorado atacando ferozmente a pizza.

LINKS: LONGREADS

Manifesto of the Committee to Abolish Outer Space (Sam Kriss, The New Inquiry, 2 fev. 2015): pessimismo, capitalismo, os males da sociedade e o espaço sideral.
“They showed us nebulae, big pink and blue clouds draped in braids of purple stars, always resolving themselves at the pace of cosmic infinity into genital forms, cocks and cunts light years wide. They superimposed puddle-thin quotes over these pictures, so that the galaxies could speak to you in the depths of your loneliness, whispering from across a trackless infinity that you’re so much better than everyone else, because you fucking love science. The words are lies, the colors are lies, the nebulae are lies. These images are collated and pigmented by computers; they’re not a scene you could ever see out the porthole of your spaceship. Space isn’t even ugly; it isn’t anything. It’s a dead black void scattered with a few grey rocks, and they crash into each other according to a precise mathematical senselessness until all that’s left is dust.”

My “Rocky Horror Picture Show” identity both proves and disproves the existence of the essential soul (Jade Sylvan, The Toast, 8 out. 2014): sobre Rocky Horror Picture Show, queerness, descobrimento e identidade.
“Me, I’ve always been Columbia. When I open my heart and allow a furtive peek into the innermost mansions of my ribcage’s interior castle, there is Columbia, flashing nip and engaging in rough, exhibitionistic grinding with bad-news biker, Eddie. Columbia is the impetuous bisexual slut in a suit of ten thousand sparkles tap-dancing along my nadis, spinning in shimmering, spastic vortexes and falling over gracelessly in each chakra. If I were standing at the liminal boundary between two mystic worlds, and in order to pass through the threshold I had to gaze into a magic mirror and confront my True Self, I would see, in that looking glass, a cloudy reflection of Columbia in torn flannel pajamas and Mickey Mouse ears, pining for a brilliant, beautiful narcissist as she barters for status with whatever charm and talent she can collect from the piecemeal hipster juggernaut of her high-pitched topple through spacetime.”

Can bondage play reduce anxiety? (Roni Jacobson, Science of Us, 3 fev. 2015): sobre subspace/topspace e como BDSM pode ser relaxante.
““We think that may be one of the things that functionally bottoming does for people,” Sagarin said. “It lets people let go for a while. You’re put in a position where you don’t have control and that is actually pretty freeing. You can just relax and go with it.” In other words, like meditation and certain forms of exercise (under the right conditions), subbing could induce states in which the part of your brain responsible for, say, writing intelligible work emails shuts down a bit, and as a result, other, more spiritual feelings of flow and connectedness take hold instead.”

Memes and Misogynoir (Laur M. Jackson, The Awl, 28 ago. 2014): sobre a interseção do racismo e da misoginia, e sobre a manifestação dos preconceitos em memes.
“Scholar Moya Bailey of Crunk Feminist Collective invented the term “misogynoir” to succinctly describe the anti-Black misogynist intersection of racism and misogyny that uniquely impacts the lived experiences of Black women. More than just a combination of those two oppressive regimes, misogynoir lives in a realm apart from general-use sexism—which often acts as a placeholder for strictly white women’s experiences with misogyny—and anti-Black racism that targets Black men. Misogynoir acknowledges that while white women have been fighting for the chance to prove themselves in the workplace, Black women are considered the workhorse of both white and Black America. Misogynoir explains why an eight-year-old Academy Award nominee can be called a “cunt” with nary a peep from white feminists, while Lil Wayne’s reference to Emmett Till is considered out of line, and “Rich as Fuck” makes the mainstream airwaves.”

Self-portraits of a lady (Monica Heisey, Rookie, 16 jan. 2015): sobre selfies que não publicamos, registro e nostalgia.
“We’re told that selfies are narcissistic, frivolous cries for help. But it doesn’t feel frivolous to bear witness to my body on a particular day of a transitory existence. It feels good! Still, the idea of anyone happening upon me, in my bathroom or bedroom or car, snapping pictures because I’m happy, trying something new hair-wise, or I just opened my phone and the app was there and, Hey, why not, is somewhat mortifying. I would, I think, feel very exposed. But exposed for what? For finding myself attractive? For being the opposite of that One Direction jibber-jabber: “You don’t know you’re beautiful / That’s what makes you beautiful”? Shut it, Harry. My ownership over the fact that I like my lips and hair and face (AND BUTT) makes me beautiful, and the photos on my phone are a testament to moments I felt my own beauty (or found beauty in some weird angle or part of me) and got to portray that exactly as I chose. I feel some embarrassment at the admission of their existence, but in the moment, the documenting of my body and life and youth feels like the most natural thing in the world.”

All my exes live in texts: why the social media generation never really breaks up (Maureen O’Connor, The Cut, 21 jul. 2013): sobre a impossibilidade de evitar ex-relacionamentos nas redes sociais.
“”There was a time, I am told, when exes lived in Texas and you could avoid them by moving to Tennessee. Cutting ties is no longer so easy—nor, I guess, do we really want it to be. We gorge ourselves on information about the lives of our exes. We can’t help ourselves. There’s the ex who “likes” everything you post. The ex who appears in automated birthday reminders. The ex who appears in your OkCupid matches. The ex whose musical taste you heed on Spotify. The ex whose new girlfriend sent a friend request. The ex you follow so you know how to win him back. The ex you follow so you know how to avoid her in person. The ex you watched deteriorate after the breakup. (Are you guilty or proud?) The ex who finally took your advice, after the breakup. (Are you frustrated or proud?) The ex whose new partner is exactly like you. (Are you flattered or creeped out?) The ex whose name appears as an autocorrection in your phone. (Are you sure you don’t talk about him incessantly? Word recognition suggests otherwise.) The ex whose new partner blogs about their sex life. The ex who still has your naked pictures. The ex who untagged every picture from your relationship. The ex you suspect is reading your e-mail. The ex you watch lead the life you’d dreamed of having together, but seeing it now, you’re so glad you didn’t.””

Me, myself and I (Olivia Laing, Aeon, 19 dez. 2012): sobre cidades e solidão.
“Something funny happens to people who are lonely. The lonelier they get, the less adept they become at navigating social currents. Loneliness grows around them, like mould or fur, a prophylactic that inhibits contact, no matter how badly contact is desired. Loneliness is accretive, extending and perpetuating itself. Once it becomes impacted, it isn’t easy to dislodge. When I think of its advance, an anchoress’s cell comes to mind, as does the exoskeleton of a gastropod.”

I love working with women and anyone else who isn’t a dude (Marianne, xoJane, 7 fev. 2015): sobre espaços de trabalho exclusivamente femininos.
“I want slumber parties, literal or figurative, where we have room to be vulnerable with each other without following it up with fear of what that vulnerability is going to cost. I want honest conversations. I want mentorships and requests for help. I want consideration for how we’re different even when our identities sometimes intersect — and I want that to be a strength rather than an excuse to tear each other down.”

The question of light: Tilda Swinton’s speech at the Mark Rothko Chapel (Tilda Swinton, Connerhabib’s blog, 27 jan. 2015): Tilda Swinton sobre arte, luz e escuridão.
“I believe that all great art holds the power to dissolve things: time, distance, difference, injustice, alienation, despair. I believe that all great art holds the power to mend things: join, comfort, inspire hope in fellowship, reconcile us to our selves. Art is good for my soul precisely because it reminds me that we have souls in the first place. We stand before a work of art and our spirit is lifted by it: amazing that someone is like us! We stand before a work of art and our spirit resists: amazing that someone is different!”

Capitalism [Dot] Blogspot [Dot] Com (Arabelle Sicardi, The Style Con, 3 fev. 2014): sobre bloggers de moda e responsabilidade social.
“It comes to this: fashion bloggers, a lot of us, are a bunch of sell-outs. This not because we’re not aware of implications of race and class and fashion in our own lives, but because internet culture is such that if fashion bloggers implicitly talk about race and politics on their blogs, they’re definitely going to lose money over it. Blogging is a business, and that money pays the rent more and more often. The fashion blogosphere as a democracy? Hardly: there are pied pipers and they’ve rolled out the contracts. Note the predominance of white, thin bloggers gaining the most traction with brand collaborations. Note, even, the number of them with legitimate modeling contracts as a result of their blogs. Fashion as a democracy is funny, because even if it started off very punk, very d.i.y, readership habits have valorized blogs that mimic and adopt the framework of the fashion system that kept bloggers at bay for years. Bloggers are on the industry payroll now, and it benefits us to keep quiet about things. I’d like to hope this is common knowledge, but perhaps it’s not.”

Red & Lipstick (Leesa Cross-Smith, Real Pants, 9 fev. 2015): sobre batom vermelho.
“There are all sorts of articles and tutorials called HOW TO WEAR RED LIPSTICK when the answer is actually quite simple: IF YOU WANT TO WEAR IT, PUT IT ON. There are articles “exposing” how different celebrity women look when they aren’t wearing their signature red lips/red lipstick. I think all women look beautiful in red lipstick. Beautiful, without. Whatever they want. But I love wearing it because even when I’m lazy and getting nothing done and don’t even leave the house, I have on red lipstick so I’m taking care of bidness. TCemeffingB.”

A bridge between love & lipstick (Arabelle Sicardi, Buzzfeed, 21 jan. 2015): sobre maquiagem, queerness e sobrevivência.
“Makeup is by no means natural. That’s the point. If I work hard to survive, you will pay attention when you see me, and you will see the work. Because it is work: to survive, when others would wish otherwise. They want us to disappear if we can’t be what they want. But beauty lets me see myself the way I need to be seen; it is redemptive in ways that I often don’t have the courage to be verbally. I let it speak for me, at least the preliminaries of getting to know me: This is weird, you might not like it, but if you do — come here, you see me as I am. Hello.”

I dated Christian Grey: how women are groomed for abuse (Samantha Field, The Mary Sue, 14 fev. 2015): sobre 50 shades of grey, romantização e normalização de abuso.
“Fifty Shades of Grey does to its audience what Christian does to Ana and what my rapist did to me: it completely resets our expectations and what we believe to be acceptable. Christian makes it clear to Ana and to us that he is narcissistic, controlling, violent, and demanding, and we are not permitted to expect anything more from him. So, in the rare moments when he is genuinely sweet (with “eat me” and “drink me” cards next to ibuprofen and orange juice, with champagne served out of tea cups) the audience oos and awws. In any other context, those things would be sweet, even adorable. But, when Christian Grey does it, it takes on a whole new meaning because Ana—and the audience—is being graced with crumbs of normalcy as if we should be grateful for them.”

Feminist writers are so besieged by online abuse that some have begun to retire (Michelle Goldberg, Washington Post, 20 fev. 2015): sobre abuso, exposição e os riscos e desafios de escrever sobre feminismo online.
“Feminists of the past faced angry critics, letters to the editor and even protests. But the incessant, violent, sneering, sexualized hatred their successors absorb is harder to escape. For women of color, racial abuse comes along with the sexism. “I have received racialized rape threats that I don’t think I would necessarily receive if I were white,” Wilson says. “A lot of things about anatomy — black women’s anatomy.” She talks about the online abuse in therapy. “There is trauma, especially related to the death and rape threats,” she says. Eventually, such sustained abuse ends up changing people — both how they live and how they work.”

O primeiro dia internacional de fanworks (e uma conversa sobre fandom) (Gabriela Martins, Andam Falando, 16 fev. 2015): sobre fandoms e as amizades que vêm deles (escrito pela Gabhi, que eu conheci, adivinhem?, através de fandoms).
“A palavra chave pra fandom é comunidade. Além de eu me desenvolver enquanto ser humano, ser romântico e ser sexual, descobrir o que eu gosto e o que eu não gosto através de leitura e escrever, eu ainda me desenvolvo enquanto ser social. Metade dos meus amigos no Facebook são pessoas desses primeiros fandoms, de mais de dez anos atrás. Essas amizades persistiram. Os interesses foram gradualmente mudando, fandoms foram sendo abandonados, mas e o que importava isso, se a amizade já estava mais do que bem cimentada? Tudo bem que nossas primeiras conversas eram todas em CAPSLOCK gritando sobre o como MEU DEUS OLHA O CABELO NOVO DO PIERRE EU VOU CHORAR MEU DEUS EU QUERO AQUELE HOMEM PRA MIM OU PRO DAVID NÃO TENHO CERTEZA, as conversas iam evoluindo para assuntos muito reais, medos, felicidades, tudo sendo compartilhado através de amizades, em boa parte virtuais, que transcenderam pro mundo real. Eu não consigo contar nos dedos das duas mãos quantas amigas “online” de fandoms eu já conheci pessoalmente, e mantenho um contato diário, que com muitas pessoas que eu conheci por outros meios, eu não mantenho. Existe uma certa mágica especial em olhar pra alguém, e saber que aquela pessoa já leu até aquela fan fic estranha de Wincest que tu escreveu com treze anos.”

Severus Snape is a complete twat and all this “tragic hero” nonsense needs to stop (Seriouslysiri, Nerds doing stuff, 11 fev. 2015): sobre a romantização do Snape em Harry Potter e como na verdade ele é um completo babaca. (Este link causou muita polêmica no meu Facebook, e estou sempre disposta a conversar sobre ele nos comentários.)
“None of the motivations behind Severus Snape’s actions throughout the course of his life qualify him for a heroic role. He is selfish, possessive, and worst of all obsessive, which makes him a relentless double agent with no morals to speak of. His reasoning is flawed at best and absolutely illogical at worst, and his inability to let go of the past and the friendship that he destroyed create a lack of direction with a single focus: somehow proving that he deserves Lily Evans. His actions after her death are solely for her benefit–he betrays Voldemort because he kills the woman he “loves” and cares for Harry because he has her eyes. He does half of these things poorly, and all with a horrible attitude. I do not believe he ever truly understands why he is not deserving of her affection. His backstory may be tragic, but that in no way excuses his actions.”

Love, anger and pride: How Ann-Marie MacDonald learned to let go of the past (Ann-Marie MacDonald, The Globe and Mail, 20 jun. 2014): sobre homofobia, famílias, amor e raiva.
“Self-hatred doesn’t just go away. It doesn’t just always get better, not on its own. The past grows inside you. Will it be a tumour or a story that can be shared and spread out across the sky? We need our stories. Remember who we are. Remember where we come from. Don’t skip over anything. Celebrate but never forget. I try every day to do the hard thing, the simple thing, which is to open my heart and change it. My mother said, “I wish you had cancer.” My mother said, “God bless you and Alisa. You are wonderful mothers.” There is a Roadrunner-Wile E. Coyote-sized canyon between those statements. A gap. I fell into it and hit bottom when I found myself about to hurt my child.”

Cumprindo os desafios #youcandoit.

Cumprindo os desafios #youcandoit.

LINKS: ÁUDIO & VÍDEO & ETC.

A brief history of teenage bedrooms in film (Buzzfeed, 13 jan. 2015): 100 quartos de adolescentes em filmes, representando de 1768 (Maria Antonieta) a 2062 (The Jetsons).

Politicians and hip hop: combo imagens de políticos ao longo da história + quotes de hip hop.

Desafio #youcandoit: terceira semana

No primeiro período de faculdade, comendo cookies do tamanho da minha cabeça.

No primeiro período de faculdade, comendo cookies do tamanho da minha cabeça.

Como as duas primeiras semanas de #youcandoit funcionaram tão bem, cá está o desafio da terceira semana. Tá saindo com um pouquinho de atraso porque cheguei hoje de viagem (já já sai post sobre a viagem, inclusive), mas o esquema continua o mesmo: eu tenho até domingo para completar (e vocês também, se quiserem participar), e semana que vem tem outro.

O desafio dessa semana é fácil:

DESAFIO #YOUCANDOIT #3: COMA O MELHOR CHOCOLATE QUE PUDER ARRANJAR

Se não for muito fã de chocolate, escolha outro doce ou outro lanche de forma geral. A ideia é só achar o mais gostoso possível dentro dos seus limites de localização/dinheiro/tempo, e comer aproveitando bem.

Resultados #youcandoit: segunda semana

Como mencionei no último post, estou passando meu Carnaval em New Orleans. Está rolando Mardi Gras, mas vim para apresentar um artigo numa conferência (e morrendo de nervosismo). Por isso, estava com medo de não conseguir encaixar o desafio da semana — visitar um sebo — na viagem, e torcendo para dar sorte de encontrar um sebo no meio de um passeio pelo French Quarter.

Felizmente, passei a tarde hoje com companhias que gostam tanto de sebos quando eu. Estávamos rodando o bairro em busca de um café — uma busca quase impossível, da qual desistimos, aceitando o monopólio do Café du Monde e esperando numa fila por chocolate quente e beignets — quando avistamos uma placa de “Used books and rare prints”. Era o Crescent City Books, um sebo maravilhoso na Chartres St.

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Passamos um bom tempo lá, vendo livros de todos os tipos, e gravuras e mapas antigos e fascinantes. Fiquei particularmente interessada nas seções dedicadas à literatura e à arte local (cheias de Faulkner, Capote e Anne Rice, além dos autores desconhecidos que me interessavam mais), e acabei comprando um livro de contos da autora local Barb Johnson, “More of this world or maybe another”. Levei também, por míseros 3 dólares, o número 25 da Granta, de 1988, com Martin Amis, Angela Carter e Don DeLillo, entre outros, escrevendo sobre um dos meus temas favoritos para ficção: murder.

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E vocês? Já foram a um sebo esta semana? O desafio rola até segunda, que é quando eu chegarei em casa, terei acesso ao computador e poderei sortear um desafio para a semana que vem. Então aproveitem os próximos dias para dar uma volta num sebo, espirrar com a poeira e comprar livros que você normalmente não compraria.

Desafio #youcandoit: segunda semana

Paris, 2012.

Paris, 2012.

A primeira semana do #youcandoit, que eu apresentei aqui, foi um sucesso! É hora, então, de lançar o segundo desafio. Sei que disse que lançaria sempre na segunda de manhã, mas como estou embarcando para Nova Orleans hoje mais tarde (!!) achei mais prudente postar no domingo à tarde mesmo, do conforto do meu sofá.

Também por conta da viagem a Nova Orleans, trapaceei de leve no sorteio do desafio, e pulei a primeira opção sorteada, porque envolvia mergulhos na piscina e, por mais que a piscina do Hilton pareça super agradável, mergulhar a céu aberto no inverno não parece tão agradável assim. Preparem-se, então, para o próximo desafio #youcandoit, apropriado para todas as estações, e bem simples e tranquilo:

DESAFIO #YOUCANDOIT #2: VISITE UM SEBO