Watch the queen conquer: sobre a Capitolina

Amor de Capitolinas.

Amor de Capitolinas.

Hoje, dia em que este post está indo ao ar, é aniversário da Capitolina (o hoje de verdade, em que escrevo o post, é uns dias antes, mas é que eu precisava garantir que ele ia sair a tempo). Precisamente um (01) ano atrás, a revista foi lançada oficialmente, site bonito e no ar, a primeira carta das editoras pronta pra todo mundo ler, e nosso próprio 2048 (que na época era moda, mas agora precisei pedir ajuda dos universitários pra lembrar do nome). Precisamente um (01) ano atrás, eu não saberia de forma alguma prever o lugar em que me encontro hoje (um hoje mais amplo, que abrange o hoje-dia-do-post-sair e o hoje-dia-de-escrever-o-post).

one track mind no momento. estamos quase lá!

A photo posted by Sofia Soter (@miss_sofia) on Apr 7, 2014 at 7:55pm PDT

 

Para tentar entender como chegamos até aqui, vamos dar um rewind rápido, estilo “nos capítulos anteriores” de séries de televisão.

Em meados/final de 2013 (nem sei dizer a data exata, já parece fazer tanto tempo), num grupo no Facebook criado para falar de arte e gênero, começou um papo sobre revistas adolescentes. Minha memória confusa não me deixa dizer como o papo surgiu exatamente (a Clara sempre lembra melhor do que eu), mas nele veio a pergunta: e se a gente tivesse uma revista para garotas adolescentes? Uma que fosse maneira, que falasse da realidade das adolescentes e não da adolescente-fictícia-perfeita-impossível que as revistas costumam inventar, que representasse gente fora do padrão branco/hétero/cis/rico/urbano/magro/etc. e tal? De alguma forma, isso virou uma conversa por inbox com a Clara e a Lorena – a Clara eu tinha acabado de conhecer no grupo, a Lorena já era uma das minhas melhores amigas desde 2009 (e um dia eu conto pra vocês sobre nossa amizade porque foi estilo amor à primeira vista) – e daí um novo grupo no Facebook, para organizar o que viria a ser nossa revista. Pensamos no projeto editorial, na mensagem que queríamos passar, no nome, no estilo de equipe (só garotas, escrevendo para garotas – passamos depois a incluir pessoas não-binárias, pois achamos a representatividade também fundamental). Chamamos gente: pelo grupo, pelas nossas próprias amigas. A coisa foi se arrumando, se estruturando, tomando forma aos poucos, com trabalho e mais trabalho e mais trabalho. Conheci a Clara pessoalmente em Londres em fevereiro de 2014, nos abraçamos, e a certeza de que isso ia dar certo só aumentou. Tudo culminou no dia 8 de abril de 2014: nossa estreia oficial. Desde então, publicamos dois textos ilustrados por dia, todos os dias. Temos mais de 70 colaboradoras, dentre escritoras, revisoras, ilustradoras, fotógrafas e produtoras de conteúdo audiovisual. Nossas coordenadoras de área ajudam a segurar as barras todas, e garantem que os textos de 19h saiam todo dia (as editoras cuidam dos de 13h), que tudo seja ilustrado e que os vídeos estejam em dia. Todas as nossas colaboradoras contribuem com o processo e o sucesso da revista, mesmo que a intensidade do envolvimento seja diferente para cada uma – o que importa é que todas acreditam profundamente na Capitolina. O que a gente descobriu ao longo do ano é que não são só elas (e a gente) que acreditam – as pessoas que leem também. E, gente, são muitas pessoas que leem. Posso contar pra vocês que tivemos mais de 1 milhão de visualizações no primeiro ano, que temos mais de 15.000 likes no Facebook, que recebemos uma porção de comentários por dia (e a maioria não é horrível), que cada e-mail de leitora (e são muitos!) me faz querer sorrir e chorar e dar um gritinho, tudo ao mesmo tempo. Ainda não posso contar pra vocês que a Capitolina vai se expandir um monte nos próximos meses, em formato e veículo e estilo. Também não posso contar pra vocês que estou, pessoalmente, mudando um monte de coisas na vida porque a revista está possibilitando e demandando, porque já conto sempre pra vocês que dá um trabalho cão.

capitolin(d)as no ano novo! ✨✨✨✨✨

A photo posted by Sofia Soter (@miss_sofia) on Dec 31, 2014 at 6:42pm PST

 

De abril de 2014 para abril de 2015 minha vida mudou mais do que eu imaginaria. Meus horizontes profissionais deram uma guinada, tanto na prática quanto na minha cabeça. Me vi estudando sobre negócios e ouvindo podcasts da Harvard Business School, me vi voltando a escrever com regularidade e começando um blog a sério, me vi criando uma confiança no meu trabalho que eu nunca tive com tanta clareza (mesmo que as dúvidas ainda batam com frequência). Não só isso, como me vi cercada por novas amigas maravilhosas, porque a Capitolina, além de tudo, me proporcionou uma rede de apoio admirável: mais de 70 mulheres, com vidas muito distintas, mas que se gostam e apoiam e ajudam em tudo, dos assuntos mais triviais aos mais graves. Se a revista fechasse amanhã (*bate na madeira*) a perda seria melhor por saber que essas 70+ mulheres incríveis ainda estariam na minha vida, superando esse obstáculo juntas.

Obrigada, Capitolin(d)as. Obrigada, pessoas que leem a revista. Obrigada, todo mundo que me apoiou de uma forma ou outra no último ano. Espero que todos estejam ao meu lado nos próximos (muitos) passos que esse projeto ainda vai dar.

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Se você quiser ler meus textos pra Capitolina, eu fiz uma página aqui no blog com tudo que tenho escrito por outros cantos da internet.

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